Introdução

 

A questão do livre arbítrio já gerou muito polêmica e discussão.

Quando falamos em livre arbítrio devemos entreter isso como liberdade de ação? A palavra arbítrio envolve julgar mas não agir? Ou é uma decisão conforme a vontade?

Outro equívoco é de considerarmos que a palavra livre não é seguida de conseqüência.

O livre arbítrio também não pode ser visto fora de um contexto, fora do limite natural. Ex. Um ser humano jamais vai conseguir abrir os braços e sair voando como se fosse um passarinho.

O livre arbítrio também não pode ir contra as leis já existentes, leis matemáticas, lógicas e físicas, etc.

A alma tem livre arbítrio?

A morte do corpo físico é um ato do livre arbítrio da vida, ou do ser, ou mera conseqüência do existir?

 

 

Livre arbítrio

O livre arbítrio é caracterizado como decisão conforme vontade própria, assim sendo não podemos aceitar de que não envolva ação, pois tomado a decisão está-se em ação. Ex. no momento em que eu estiver em qualquer lugar e o momento me obriga a tomar a decisão: ou ficar esperando ou seguir enfrente. Eu pelo meu livre arbítrio tomo a decisão de esperar; entro na ação do esperar (vice-versa).

Então, se livre arbítrio é caracterizado por decisão e ação por vontade própria, deve-se então tentar verificar a existência plena da vontade própria. Seria essa vontade própria autêntica quando estamos inseridos num contexto, circundado por influências de acontecimento?

A vontade deveria ser então um produto da razão ou um produto do sentimento?

Ser ela razão pura não é bom, pois aniquilaríamos o sentimento, próprio do ser humano; por outro lado, dizer que a vontade depende tão somente dos nossos sentidos, arriscaríamos levar o humano à uma criatura que vive instintivamente. Nesse caso, será então que a vontade existe por excelência, sem um nem outro, isto é, existe como um termo independente da razão e da emoção, ou ela é a junção dessas duas grandezas humanas?

A vontade poderá ser conceituada como sendo a capacidade de associar o livre arbítrio e o determinismo (que tudo acontece porque teve uma causa).

Cabe aqui colocar também que nossos atos não são sempre determinados pela vontade e sim muitas vezes pelos impulsos e instintos, sendo que os atos da vontade ocorrem quando temos representações conscientes do fim, com conhecimento do meio e das suas conseqüências.

Ao contrário dos atos resultantes do livre arbítrio (vontade), o atos originados dos impulsos e instintos levam normalmente a conseqüências danosas, são atos aos quais o indivíduos se entrega de maneira passiva e sega.

O livre arbítrio existe para aqueles que se fazem livres de si mesmos, livres de seus desejos, emoções, anseios, apegos, etc., elementos da nossa spique.

O livre arbítrio, por envolver ação trás englobado a conseqüência.

A palavra livre nos dá a idéia de que na exista limite, ou um fim, e essa idéia associamos com o livre arbítrio, achando que do livre arbítrio não pode proceder conseqüência.

 

O livre arbítrio, por parte religiosas é visto como um Dom de Deus para com todos os humanos, foi nos dado por graça para escolhermos o nosso próprio destino.

Outro problema encontrado pelos religiosos consiste em conciliar a teoria da predestinação com a responsabilidade moral.

Como podemos afirmar a existência de um livre arbítrio para todos, considerando as mulheres, vítimas das guerras que eram acorrentadas e estupradas pelo soldados famintos da guerra?.

Se afirmarmos a não existência do livre arbítrio cairemos na idéia de que somos criaturas predestinadas, o que nos leva a crer que não faz sentido tomar-mos decisões e atitudes quaisquer, tornando-nos dessa forma altruístas.

O que pode ser então o livre arbítrio? Temo-lo somente em determinadas situações? É dado, ou melhor, é absorvido somente por aqueles que possuem o poder?

Um espermatozóide vence milhares e se junta com o óvulo que o espera, unem-se livremente por decisão natural, pois instinto de reprodução e fecundam um ser, o ser se desenvolve e vai criando suas formas conforme o código genético da sua espécie. Lá pelas tantas este ser percebe seu refúgio sendo invadido por um corpo estranho, frio e agressivo e o ser sem defesa deixa-se agredir e perde a essência e por isso ele precisa sair daquele refúgio indo para a não existência corpórea autônoma e independente.

Caracterizar aqui o livre arbítrio, como sendo dado a todos os seres da espécie humana não é possível.

O livre arbítrio é deve ser encarado como causa e não como efeito?

Entender o livre arbítrio como causalidade, isto é, tudo o que conseguimos e somos foi por causa do livre arbítrio e ponto final, não pode explicar claramente a questão da atual decisão a ser tomada, ou uma espécie de livre arbítrio para todos e eterna.

Para Sócrates e Platão, a ação livre é a que coincide com o bem.

Um sistema ético precisa apoiar-se na idéia de que existe o livre arbítrio pois sem este, ficaria estabelecer juízos, leis morais, etc.

 

 

 

 

 

 

Desfecho

 

Livre-arbítrio é poder ou capacidade que o indivíduo tem de escolher uma linha de ação ou de tomar uma decisão sem estar sujeito a limitações impostas por causas antecedentes, pela necessidade ou por predeterminação divina.

Um ato inteiramente livre é, em si, uma causa, e não um efeito.

A questão da capacidade do ser humano de determinar suas próprias ações é importante na filosofia ocidental, particularmente em metafísica, ética e teologia.

No âmbito teológico, o problema fundamental consiste em conciliar a teoria da predestinação com a responsabilidade moral.